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e Viagens Rochas vivas brasileiras no aquarismo e mais... Rochas vivas demoram anos e anos para serem formadas e são constituídas em sua maioria de esqueletos de corais, hidrocorais e algas coralinas, dentre outras matérias originárias de diferentes tipos de organismos como protozoários com carapaça, hidrozoários coralinos, octocorais, esponjas e moluscos. No Brasil os recifes são basicamente formados por hidrocorais e algas, sendo que o papel dos corais duros nessa formação é normalmente em menor atividade. A formação dessas rochas nos recifes de corais são dependentes da quantidade de organismos calcificantes e de rapidez de crescimento desses organismos, variando assim de recife para recife. Locais onde existem organismos de crescimento acelerado irão produzir mais rochas vivas do que outros que apresentam crescimento retardado. Essa produção é responsável e diretamente ligada ao crescimento do recife. Corais duros brasileiros são notáveis pelo seu crescimento lento, ao contrário dos hidrocorais, que quando prevalecem tornam a formação dos recifes mais ativa. A qualidade da rocha é normalmente determinada pela quantidade de vida presente, porosidade e peso. Rochas vivas com bastante vida irão propiciar um sistema mais rico em todos os sentidos e com óbvias chances de melhor desenvolvimento pelas propriedades filtrantes e de fonte de energia, como alimento. As rochas de maior porosidade possibilitarão maior abrigo principalmente à bactérias aeróbias e anaeróbias para a filtragem do sistema e conseqüentemente necessitará de menos rochas para que esses objetivos sejam alcançados. Uma vez que as rochas são mais leves, apresentarão maior segurança em termos de possibilidades de acidentes (vidro do aquário) e facilitará no transporte, apesar do preço normalmente ser compensado no comércio. Rochas vivas do Pacífico são normalmente mais porosas do que as encontradas no Brasil e no Caribe, portanto necessitando mais ou menos da metade do peso em rochas para preencher o tanque. Além disso, por causa da porosidade, a nitrificação e mesmo desnitrificação nas rochas do Pacífico ocorrem bem mais avantajadamente do que nas rochas brasileiras ou caribenhas, que apresentam estrutura de formação normalmente mais sólidas. Quanto às brasileiras, as encontradas em Recife são normalmente preferidas do que as de Guarapari provavelmente pela aparência e também por causa da fama que essas têm de diluir slicato na água dos sistemas, o que provocaria explosões de algas indesejáveis. Essa tese ainda não foi provada, mas acredita-se que é apenas um mito. De fato existe a possibilidade de dissolução de silicato em sistemas em que areia de silica é utilizada como substrato de fundo, mas isso ocorrerá sobre certas circunstâncias, dependendo do meio em que está. Evitando material que contém silica o aquarista está tendo uma atitude prudente de qualquer forma. Uma das mais difíceis coisas
que um aquarista pode enfrentar é o sentimento de culpa por manter
tantos organismos em sistemas que com certeza pouco se aproxima das condições
naturais de onde foram retirados. Tenho certeza de que muitos de nós
procuramos respostas à perguntas que de vez em quando nos vem em
mente tipo: Como seria o ambiente natural desse coral? Qual a profundidade
em que foi coletado? Será que existiam mais exemplares idênticos
à esse de onde esse foi retirado? Qual será o método
de coleta que esse coral foi submetido? Como será que foi o transporte
desse organismo? Será que as condições do meu tanque
serão melhores do que as que a natureza ofereceria para esse organismo
em particular? Será que seria melhor que ele corresse o processo
natural de reprodução ao invés de estar aqui no meu
tanque? Será que eu estou cometendo um erro quando mantenho esses
organismos em casa, colaborando com o comércio desses lindos animais?
Ect… Essas perguntas que nos abalam são na maioria das vezes
logo esquecidas para nosso próprio conforto, como aquaristas. O
hobby já é tão amplo com relação à
questões sérias em relação aos sistemas, por
que nos martilizarmos com nossos dilemas ecologistas, não é
mesmo? Bem, ultimamente venho tantando trazer aos brasileiros que essa
maneira covarde de pensarmos não é a resposta e sim nos
faz ser identificados como "os destruidores dos reefs" para
alguns dos que defendem esse tipo de raciocínio. Isso acontece
simplesmente porque a maioria de nós não têm argumentos
sérios e cientes para justificar tais alterações
que o hobby causa na natureza, que podem de certa forma serem considerados
mínimas sim, mas que ainda são alterações
no meio e que está sem dúvida crescendo à cada dia. Mas o que fazer? "…Nós aquaristas não temos culpa do comércio da aquariofilia estar retirando esses organismos dessa forma! Nós aquaristas estamos mais preoculpados em manter esses organismos em melhores condições até do que no ambiente natural deles! Nós dedicamos nosso tempo e investimos no melhor para podermos oferecer saúde e conforto à esses organismos! Não somos os vilões da estória! E as empresas que simplesmente arrazam com os reefs e ninguém faz nada? E a poluição que está sendo produzida constantemente por todos nós? Se pensarmos assim não viveremos e nunca iremos concordar em sermos civilizados, pois boa parte de nossos lixos vão para o mar. Isso é mesmo coisa de louco para se preoculpar!!!…" Realmente, mas a parte que podemos fazer está ligada ao hobby e deveria ser encarada com sabedoria e entendimento por nós. O amor à esses organismos é o suficiente para que nós os protejam de maneira conservacionista. O aquarista que ama o seu reef não pode ignorar o da natureza, pois o de casa veio do natural! Se você ama o recife, pelo menos assuma que existem possibilidades de perda total dos mesmos na natureza e que nós aquaristas poderemos estar fazendo parte dessa destruição direta ou indiretamente. Esse já será um ótimo começo de conversa! Dessa forma, trazendo sempre que pudermos o assunto à tona, tentando passar a idéia de conscientização para outros hobistas, iremos nos lembrar e até lutar contra tais desrespeitos pelos ambientes marinhos, como aquaristas que somos. Precisamos limpar nossa imagem e trazer vida ao cenário cinza o qual o comércio indiscriminado, tanto no passado como no presente e provavelmente no futuro, nos colocou como culpados! Muitos de nós não sabemos 1/3 do que realmente acontece nos recifes do mundo quando os tão almejados organismos dos recifes são coletados para servirem nossos caprichos de "hobistas". Por favor tenham certeza de que sofro enquanto escrevo essas linhas e que por mais que eu ame meu hobby e não gostaria de deixá-lo, não posso deixar de publicar o que realmente acontece nos bastidores da aquariofilia marinha em muitos dos lugares. Isso não só diz respeito aos coletores, como também aos transportadores, revendedores, lojistas, etc. Mas essa é outra estória… Precisamos nos preoculpar desde agora com relação à nossa conscientização para que na hora certa possamos argumentar de maneira correta e ciente. O assunto é mesmo complexo e muito difícil de se debater. Existem vários caminhos à seguir e que seriam muito mais seguros do que uma proibição por leis e patrulhamento (o que é mesmo difícil de ser administrado no Brasil) de coletas em nossos reefs e mesmo comércio de matéria calcárea para nossos aquários pelos "orgãos competentes". Essas proibições poderiam trazer sérias conseqüências à nós mesmos, o que não seria nada bom. Algumas dessas conseqüências já foram debatidas anteriormente como por exemplo proibição total de importações de corais e rochas, assim como algumas das espécies de peixes para colocarmos em nossos aquários. Consciência é a palavra! Com uma grande quantidade dos aquaristas de reef conscientes, o comércio não explora os reefs e pouco será o prejuízo do hobby quando as leis vierem, o que não vai demorar para acontecer pelo jeito. Lembrem-se de que leis são sinônimo de dinheiro para alguns dos "orgãos competentes",e pouco estarão ligadas somente à uma administração para estudos científicos em nosso país. Nos anos passados foram criados alguns "ditados" por aquaristas que procuram aliviar um pouco a culpa que nós sentimos em relação à manter sistemas naturais em casa. Alguns desses são: "…aquarismo tem peso zero no meio ambiente…"; "…a maior destruição nos recifes do mundo inteiro é causada por empresas e não pelo aquarismo…"; "…ecologistas procuram culpar os aquaristas porque somos o lado mais fraco…"; "…as empresas destruidoras gostam mesmo é quando nós aquaristas assumimos essa culpa…". Todos esses e outros ditados começaram à serem publicados nos anos 90, com o assustador crescimento do hobby na Europa e principalmente nos EUA. Logicamente os "ditados" trazidos têm um fundamento, mas que infelizmente foi deturpado, mesmo por ignorância, digamos assim, dos aquaristas que começaram à usar esses como defesa dos que nos vinham perguntar sobre impacto ambiental. Mas porque eu estou entrando com esses dados aqui? Qual será meu objetivo? Porque eu estou contra tais "ditados", se sou um hobista que se presta à ajudar e escrever artigos sobre aquariofilia marinha, além de promover o hobby no Brasil? Bem, minha visão sobre o assunto é levada mais à sério do que muitos dos que estão no ramo, creio eu. Tenho tido muitos anos de confronto comigo mesmo pensando principalmente em questões como essas e estive pesquisando um pouco à respeito. Acredito que opinião formada é que dignifica um ponto de vista e não simplesmente a captura de informações ou mesmo ditados, dos quais no exemplo iriam apenas dar-nos um conforto para continuarmos com nosso prazer no hobby. Minha dedicação ao hobby está ligada aos organismos e nunca somente ao aquário, esteticamente. O que me faz colocar um sistema favorável às vida são essas vidas. Todas as adaptações no sistema terão que obedecer à essas vidas e nunca deveríamos pensar o contrário. Aquaristas que compram um coral para depois notarem que as coisas não andam bem com aquele organismo porque não tinha condições de mantê-lo naquele sistema estão simplesmente ignorando o fato das exigências daquela espécie em particular, e isso deveria ser evitado ao máximo. Pesquisar antes de obter o exemplar é o mínimo que podemos e devemos fazer. Sendo os organismos o principal motivo para eu me prestar à escrever e participar da aquariofilia no Brasil, não posso deixar de tocar no tema conservação, que é certamente o mais discutido, mais vasto e mais importante em todos os aspéctos para nós aquaristas. Por incrível que pareça esse tema ainda é o mais acobertado e esquecido por todos. Conservação diz respeito diretamente com a preservação dos organismos que nós mantemos. Para que esses possam continuar sendo disponíveis precisamos saber que existe o risco deles desaparecerem, de uma maneira ou de outra. Precisamos estar cientes de que eles não estarão lá nos reefs para sempre se nos destinarmos somente à "colhê-los", sem "plantá-los". Isso é a base de raciocínio para qualquer coleta selvagem. Retirou não colocou, não dura muito mesmo! Por favor saibam disso, pois já é fato em muitos dos sites de coletas no Pacífico. Isso não está somente ligado à coleta para a aquariofilia marinha, mas sim à várias outras ramificações como por exemplo turismo, poluição de diferentes formas e mesmo pesca em demasia, em conjunto com essa coleta. Para falar a verdade, e para que tenhamos uma idéia clara do que pode ocorrer, 10 anos são suficientes para acabar praticamente por completo com uma área de quilômetros de recife que demoram milhares de anos para se formarem!! Será que o aquarista coletando irá alterar tanto assim o meio ambiente? Coleta feita por aquaristas não pode ser comparada por coletas feitas para o comércio simplesmente porque essas coletas não são feitas da mesma forma. Outras comparações poderiam ser feitas, como por exemplo entre o aquarista ignorante (que não sabe como coletar ou mesmo manter o organismo) e o comerciante experiente (que tem bastante percentagem de organismos sobreviventes), mas ainda assim precisamos lembrar das taxas de mortalidades nas lojas (o que é normal!) e mais, das mortalidades nos aquários dos aquaristas que comprariam esses organismos sem terem idéia de como mantê-los, o que não é pouco. Se formos mais para o começo da escada… a maioria dos aquaristas está acostumada à ir nas lojas e ver uma percentagem de animais morrendo. Essa percentagem é ainda maior, e digamos assustadora, nos distribuidores. Existem vários pontos relacionados à coservação de reef quando estamos nos referindo à aquarismo atualmente. Os que acredito serem os mais importantes para nós aquaristas levarmos em consideração são:
O primeiro é à
respeito de organismos que realmente nem deveriam ser retirados do ambiente
natural. O motivo é simplesmente porque esses não
se adaptam aos cuidados em cativeiro de uma forma ou de outra. Invertebrados
importados como por exemplo os chamados Carnation Corals (Dendronephthya
spp.), os Orange Cup Corals (Tubastrea spp.), os Turret
Coral (Dendrophyllia spp.), os Broccoli Corals (Nephthea
spp.), os Flower Corals (Eusmillia spp.), Sea Pens (Cavernularia
spp.; Virgularia spp.; ), Gorgônias não-fotossintéticas
(Diodogorgia spp.; Swiftia spp.), os Anemone Mushroom Corals
(Heliofungia actiniformis) não são tão fáceis
de serem mantidos em cativeiro, logo deveriam ser evitados por muitos
dos aquaristas, e deveriam estar numa lista especial somente disponível
para aqueles que realmente tivessem já alguma experiência
para tentar mantê-los. Os Flower Pots (Goniopora spp.),
são os que realmente possuem taxa de sobrevivencia muito baixa
em sistemas fechados por longos períodos de tempo e deveríam
se abolidos do comércio. Dos peixes podemos citar os Hawaiian Cleaner
Wrasses (Labroides phthirophagus), os Moorish Idols (Zanclus
cornutus) como os que mais sofrem em cativeiro, assim como uma série
de outros anjos, borboletas, cirurgiões, etc…, que simplesmente
são introduzidos em sistemas que não apresentam suficiente
espaço ou mesmo que não é possível de oferecermos
uma alimentaçào correta e sadia para o crescimento dos mesmos
em nossos aquários, causando assim a morte do peixe sem salvação.
Mas isso também é outra estória… Existe uma dificuldade de mantimento
dos corais duros brasileiros em cativeiro pelo simples fato desses não
responderem positivamente às condições oferecidas
em sistemas montados destinados à corais do Pacífico e outros
ambientes que apresentam condições semelhantes, ou porque
eles necessitam de nutrientes que não estão disponíveis
à princípio. Isso determina que os que estiverem interessados
em manter esses corais necessitarão aprender esses requisitos,
afim de evitar perdas de organismos, sem necessidade, além de precisarem
montar sistemas peculiares e destinados somente à organismos do
mesmo meio ambiente, independente de serem todos brasileiros. Isso é
alcançado com observações no meio ambiente natural,
basicamente, além de outros aquários caseiros que têm
apresentado sucesso no mantimenro deles. Fatores como temperatura, nutrientes
dissolvidos, profundidade, iluminação e correnteza de água
irão servir de base para tais estudos. Alimentação
é importantíssima. Uma vez que esses organismos são
mantidos por poucos períodos de tempo, deveríamos evitar
a coleta dos mesmos, até que alguém capacitado e com recursos
adequados consiga trazer exatamente as necessidades desses organismos,
não significando que não possa ser feito por nós
aquaristas! Dito isso, deveríamos evitar e pregar contra a comercialização
dos mesmos de maneira consciente e respeitosa. É inacreditável
que ainda existam lojistas trazendo esses organismos para o comércio
aquarístico. O "produto" é vivo e devería
ser respeitado por isso, como qualquer outro ser vivo à venda!
Ao meu ver fazer algo como isso é crime imperdoável e de
uma ignorância tremenda. Mesmo que o coral não morra na loja,
irá provavelmente sofrer no aquário do aquarista e morrerá,
portanto o lojista faz parte do processo, muitas das vezes consiente do
que irá acontecer. Muitos dos aquaristas novatos entram no hobby
comprando esses organismos pelo baixo preço, por não apresentarem
taxas de importação e transpote. Com os preços favoráveis,
pouco se dá importância se o organismo irá morrer
logo ou não e quase sempre a culpa cai mesmo na inexperiência
do aquarista, como algo normal. O organismos paga por isso! Nós
como aquaristas devemos criticar esse ato e pregar contra esse abuso.
Precisamos enfrentar o fato como aquaristas, fazendo e agindo corretamente
de acordo com nosso papel, e não podemos comparar outras lástimas
que ocorrem com os reefs brasileiros para tentarmos justificar tais acontecimentos.
Dessa forma poderemos participar de movimentos contra tais empresas que
destróem os recifes, sendo reconhecidos como amantes da natureza
que somos, ou pelo menos deveríamos ser. Mas e sobre as rochas vivas Alex? Como aquaristas, precisamos montar nossos sistemas de maneira séria, planejando tudo desde o começo. O ponto básico para iniciarmos um aquário contendo peixes e invertebrados está ligado à quais tipos de organismos serão mantidos. Uma seleção é feita para que não existam problemas com compatibilidade e os fatores físicos, químicos e biológicos para que alcancemos o objetivo deverão estar em prioridade nesse projeto. Todos nós sabemos que isso tudo não será doado ou achado, não é mesmo? Aí está um dos mais importantes fatos na montagem do sistema: dinheiro. Planejamento finaceiro não só para a montegem como também para a manutenção do aquário estará sendo um dos maiores e mais importante fatores de conservação, na cosciencia do hobista. Montando um sistema que irá ser mantido sem problemas irá evitar perdas desnecessárias de organismos, o que contribui com menos necessidades de coletas, o que é logicamente positivo para o eco-sistema e para o aquarista. Isso também não irá afetar o comerciante, pois o emprego do capital normalmente é aplicado em equipamentos ou melhoramentos no sistema, o que é normalmente almejado por todos os aquaristas mais cedo ou mais tarde de qualquer forma. Investimento então é mesmo necessário, juntamente com estudo e pesquisa do que o aquarista realmente quer reproduzir com o sistema que irá montar. O comércio local é
um dos mais importantes aliados do aquarista. Devemos sempre
ajudar e dar crédito às lojas locais. Infelizmente essa
afirmação irá deixar muitos de vocês com ódio
do Alex Correa, mas é a realidade. Sei que a maioria das lojas
de aquários no Brasil atualmente não merecem mesmo crédito
pela ignorância de seus donos e mesmo maudade para com os animais
em suas baterias. Falta de investimentos e procuras para melhoras nas
instalações das baterias, além de falta de higiêne
vêm provando parte disso. Esse portanto é um dos mais difíceis
aspéctos que eu trouxe aqui. O que isso significa? Basicamente
falando, estou me referindo às lojas que não apresentam
nenhuma informação e que oferecem condições
muito pobres à esses organismos tão preciosos que comercializam.
A solução para o fato pode partir dos próprios aquaristas,
incentivando e participando juntamente com tais lojistas de conversas
sinceras e amigas, trazendo documentos e discussões sadias à
respeito do mantimento dos organismos. Os aquaristas então deveriam
trabalhar constantemente nisso para que sua loja local venha à
atingir mesmo que em longo prazo um nível de responsabilidade e
instrução. Isso faz o hobby crescer! Esse crescimento poderá
ser em termos de capital, mas à princípio o crescimento
deve ser em relação à manipulação de
organismos comercializados e o foco do aquarista deveria estar nisso.
Conseqüências negativas do "uso" dessas informações
pelo lojista de forma errada estará sendo feita desorientada na
maioria das vezes e não trará benefícios ao mesmo,
se vierem à acontecer. Mas voltando ao assunto de "sustentar" as lojas locais, como aquaristas, essa é a maior ajuda que damos à esses comerciantes e conseqüentemente ao hobby. Por que? Simplesmente porque quanto mais nós compramos, mais eles irão investir e precisar comprar para vender. Maiores serão os interesses de empresas locais e importadoras em fornecer produtos de qualidade e atuais para essas lojas. Com isso, cada vez mais os comerciantes poderão investir em suas lojas e maiores serão os números de produtos e animais à venda, conseqüentemente trazendo maiores possibilidades de crescimento para o hobby como abertura de produções nacionais, trazendo de preferência o preço dos mesmos para baixo. Compras pela internet deveriam ser estimuladas por hobistas para que os comerciantes as fizessem por eles e fizessem um preço razoável, para que os aquaristas preferissem comprar com os comerciantes locais. Esse tipo de incentivo ao comércio local ajuda a loja e propicia um conforto ao aquarista. Com esse tipo de comércio existirá provavelmente uma garantia maior de satisfação dos aquaristas. Por outro lado os comerciantes locais deveriam fazer promoções para aquaristas que comprassem por longos períodos de tempo ou grandes compras com ele, assim ajudando o cliente e naturalmente à manter o ritmo do negócio. "Uma mão lava a outra". Com as revistas nacionais não acontece diferente. O estímulo de vendas dessas revistas acarreta em maior qualidade dos artigos publicados e maiores investimentos em termos de patrocínios (propagandas de produtos nacionais) que irão surgindo e isso é prova de desenvolvimento. Ok, agora vamos às leis determinantes da comercialização dos organismos. Ultimamente temos ouvido falar bastante na situação dos orgãos que mexem com essas leis e dos absurdos publicados à respeito. Como hobistas deveriamos estar cientes de que tais leis são feitas com intuito de preservar organismos de maneira séria e científica. O que acontece é o direcionamento dessas leis para o lado financeiro e corrupto, o que no Brasil já é mais do que normal, infelizmente. Quando falo em conscientização não estou de forma alguma nem pensando em orgãos e leis. Pelo contrário, penso numa forma de fazermos coletas por nós mesmos. Penso em organiszações de encontros de grupos para coletarmos juntos nossos organismos em determinado lugar, sabendo do que estamos fazendo. Penso em criar uma atmosfera de amizade entre hobistas e numa divulgação maior de informações e experiências entre nós, para que o aquarismo de reef no Brasil venha à florescer de maneira positiva. E principalmente penso em sermos reconhecidos um dia por essa união e aprendizado. Como aquaristas deveriamos estar a par das leis de coletas e saber onde podemos ou não coletar. Coletas feitas por hobistas de maneira consciente nunca irá afetar o reef como coletas comerciais fazem. Criação de clubes ou organizações de aquaristas poderiam ou não conseguir permissão de coleta dos orgãos competentes. Mesmo sem permissão, o que normalmente já acontece muito no nosso país, se feita de maneira consciente será mesmo muito melhor do que feita por comerciantes licensiados, sem dúvida nenhuma. Portanto, aqui deixo meu parecer de que o meu objetivo principal SEMPRE é de coleta de maneira CORRETA para com o meio ambiente, e sem excesso. Quero deixar claro: coleta ilegal feita por um indivíduo que vai alterar o meio ambiente para seu próprio uso é mil vezes mais aceitável do que aquela coleta feita por um comerciante licensiado que usa sua permissão para explorar de maneira ilegal, abusando dessa permissão e fugindo das regulamentações que essa permissão concedem ao mesmo! O que é coleta feita de forma conseciente? Vamos lá…
Rochas feitas em casa são normalmente fáceis de fazer e até algo divertido e instrutivo. Basicamente são construídas de material calcáreo (ex.: pedaços de corais e/ou cascalho de coral) e cimento. Uma instrução de como fazer tal rocha pode ser vista em: http://www.garf.org/MPegs/AragocreteArch.html Ok, e quem não pode coletar? O incentivo de pequenos grupos de 3 ou 4 aquaristas por vez seria interessante para planejar viagens e coletar alguns pequenos fragmentos de corais e hidrocorais soltos, zooanthus e mesmo pequenas rochas. É importante que esse número de material e organismos retirados do mar seja respeitado para que o processo de coleta não tenha um impacto no ecossistema natural local. Importações de rochas vivas seria outra alternativa e uma das medidas que os comerciantes deveriam tentar. O preço das rochas importadas logicamente seria mais alto, mas iria com certeza beneficiar os recifes brasileiros e os aquaristas deveriam concordar com tais iniciativas. Logicamente que os recifes de onde essas rochas se originam estão sendo mudados, mas o preço dessas rochas iriam estar sendo parte do controle do uso de material calcáreo em nossos aquários. Além disso, de forma prática, os aquaristas dariam maior valor à montagem do sistema uma vez que a dificuldade financeira estaria lá. Todo aquarista deveria ser orgulhoso de manter as rochas vivas brasileiras na natureza, enquanto que as importadas estivessem em seus sistemas. O que seria perigoso na importação de rochas vivas estaria relacionada à uma introdução de algum organismo predador ou algas nas águas brasileiras. Isso é importante e todos deveríam prevenir. Não posso deixar de mencionar que a fabricação das rochas vivas artificiais estariam como importante alternativa. Esse artigo foi escrito com muito carinho e para que os que o leiam venham à participar de questões sobre o lado sentimental do nosso hobby. Conservação faz parte desse lado e como já disse, acredito que todos nós pensamos pelo menos uma vez de como seria o hábitat natural daquele organismos que mais gostamos. O amor pelos organismos é que nos dá forças para tê-los próximos à nós em nossos aquários. Já é hora de acordarmos e encararmos conservação como parte principal em nossas vidas. Precisamos protejer o que amamos e dessa forma precisamos sempre procurar nos informar e divulgar o que aprendemos. Espero que todos leiam mais de uma vez esse artigo e que tenham paciência de entender minhas palavras para que essas não sejam usadas de maneira à enganá-los mais tarde. O que Deus nos deu para apreciarmos é o que ele quer que nós nos dediquemos com amor e respeito. Um grande abraço à todos, Endereços relacionados na net e outros:
Sobre o autor: "O mais fascinante no hobby é a diferença que cada sistema apresenta em particular. A união e a troca de informações entre aquaristas e profissionais do ramo são os principais motivos do crescimento do hobby na Europa e E.U.A. nos últimos anos. O Brasil precisa lembrar sempre disso." © Copyright 2000 Alex Correa.
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