Uma Viagem ao Mar
Vermelho
Mergulhando nesse lugar pude perceber que o efeito que a luz causa é igual ao efeito que vemos com as lâmpadas HQI.
Aquela luz cintilante provocada pela movimentação da superfície. Três coisas me chamaram a atenção: A luz,
movimentação e claridade da água. Realmente as lâmpadas HQI reproduzem muito bem a luz que presenciei lá.
Apesar de não ser verão, a temperatura da água estava 25 graus celcius. E não houve nenhuma variação durante o
mergulho.
No início do mergulho eu estava notando pouca movimentação de água. Não sei se era por causa da época do ano, com
pouco vento. Quando eu me aproximada dos paredões para chegar perto dos corais, eu notava uma certa dificuldade
na minha estabilidade. Isso era resultado da movimentação da água, uniforme e constante. Não havia redemoinhos
nem jatos por todos lados. Simplesmente uma movimentação quase que suave, constante e mudava de direção
esporadicamente. Em nossos aquários costumamos usar muitas bombas que soltam um jato de água concentrado,
formando uma frente de movimentação de água com formato bem diferente.
A claridade da água foi talvez o maior destaque que presenciei. Mesmo balançando a areia do fundo era difícil
turvar a água. O fundo possui uma granulometria maior que nossa areia brasileira, mas muito menor que as
famosas halimedas. Os adeptos a granulometria fina em aquários devem estar gostando de ler isso, mas não vamos
tirar conclusões, apenas saber como é a areia do Mar Vermelho.
Quando eu pude perceber, já tinham se passado quase 1 hora de mergulho, fizemos uma pequena descompressão de
segurança a 6 metros, onde eu pude me despedir de tudo aquilo. Vi pouca coisa interessante a 30 metros de
profundidade. Vi mais corais entre 0,5 e 20 metros de profundidade.
Vocês devem estar perguntando sobre os 0,5 metros. A 50 centímetros de profundidade já começam as acróporas e
tudo mais. Basta um snorkel para se deliciar com toda a beleza do mar vermelho. A foto abaixo mostra uma paisagem
que me deixou impressionado. Imagine você na beira da praia, olha 2 metros na frente e se depara com uma acrópora
azul, roxa ou verde quase saindo da água. É uma imagem inesquecível.
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Corais quase fora da água
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Após tomar um banho e um bom café na operadora e me despedir do mergulho, fui visitar o Oceanário de Eilat.
É um lugar onde existem várias piscinas artificiais de corais, existe um centro de pesquisa e um observatório
sub-aquático. É um lugar que eu recomendo muito qualquer aquarista visitar. Podemos ver muitos aquários e muitos
animais.
A foto ao lado foi tirada em cima de uma ponte que atravessa uma piscina alimentada com água corrente do mar
vermelho.
Conseguimos ver perfeitamente os corais e peixeis. Aqui os corais estão a menos de 1 metro da flor d'água e
crescem muito com a luz forte do sol.
Confesso que fiquei parado em cima dessa ponte por um bom tempo (repare nas cores dos corais)
As fotos abaixo mostram outras piscinas de onde era possível até tocar nos corais e peixes.
Outra atração muito interessante do Oceanário é o observatório sub-aquático. Existe um tubo com escadas que
desce a uns 10 metros de profundidade. Existem janelas de onde é possível observar os animais. Outro ambiente
que me prendeu durante uns 30 minutos.
O Oceanário é um lugar no qual um aquarista consegue ficar facilmente o dia inteiro. É um parque de diversões
perfeito para nós. As piscinas são habitats perfeitos para os corais. Água corrente de primeira qualidade, sol
escaldante e temperatura estável. Essa receita é muito conhecida por nós aquaristas: Água de primeira qualidade
(bom skimmer e trocas parciais constantes), luz "escaldante" ou, para evitar exageros, luz HQI e temperatura
estável, um chiller ou um sistema muito eficiente de controle de temperatura.
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Observatório.
Dentro do observatório.
Piscina de criação de corais.
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Paisagens Variadas.
Cardume de donselas em simbiose com acrópora.
Umas das piscinas do observatório.
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Eu acredito que existe muita diferença entre um mergulhador aquarista e um não aquarista. O aquarista conhece
o nome de 98% dos animais (só para ser exato), considera os corais e peixes do aquário como amigos, faz o maior
esforço possível e gasta muito dinheiro para manter os animais do cativeiro muito bem aclimatados. O mergulhador
não aquarista dificilmente sabe o nome de 30% dos animais e muito menos como funciona o sistema físico-químico
da água. Um aquarista se sente em um mundo à parte, um mundo bem diferente, mas ao mesmo tempo muito familiar.
Após visitar um lugar como Mar Vermelho, ficamos com um senso de preservação muito maior e por incrível que pareça,
a paixão pelo hobby aquarismo triplica. Eu considero, nós aquaristas, seres privilegiados. Não por conseguirmos
manter animais vivos em aquários, mas por termos sido envolto nessa magia, que nos permite olhar além desses
animais, olhar para a vida.
Se você tiver a chance de visitar o Mar Vermelho, não perca de jeito nenhum. Não ligue para o que você vê na
televisão, eu não vi nenhuma guerra em Israel. Vi apenas um povo rico, desenvolvido e que mora perto de uma das
maiores maravilhas que a natureza já criou.
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Anêmona com palhaço
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Klinziger`s Wrasse
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Diversas Formações
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Detalhe de uma das piscinas.
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